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Governança: a Chave do Sucesso para Transformar sua Supply Chain

14 de abr.
3 min de leitura

Com as sucessivas turbulências geopolíticas, climáticas e econômicas que vivemos nos últimos anos, a Supply Chain precisa se adaptar constantemente. No entanto, apesar das boas intenções e do investimento das equipes, quantas empresas podem afirmar que obtiveram sucesso total em todos os seus projetos de transformação de Supply Chain?



Projetos de transformação da supply chain por meio de uma governança clara e eficaz


No que diz respeito à governança, na Diagma, como observadores e coautores, junto com nossos clientes, das transformações da Supply Chain em múltiplos setores, chegamos a duas convicções:


  • Poucos projetos de transformação de Supply Chain atingem, de fato e por completo, os objetivos inicialmente definidos;

  • O sucesso depende essencialmente da governança da Supply Chain e daquela adotada para o projeto.



Como explicar o sucesso relativo dos projetos de transformação de supply chain?


Em nossa visão, cinco fatores explicam o sucesso relativo dos projetos de transformação de Supply Chain:


  • Primeiro, a relação entre as metas de performance definidas pela Diretoria Executiva (EBITDA, capital de giro, ambições de ESG) e as contribuições objetivas da Supply Chain nem sempre é muito explícita, o que pode gerar expectativas desalinhadas em relação às equipes de Supply Chain.

  • Em seguida, a Supply Chain é um tema complexo, que envolve múltiplos processos de decisão e execução, conduzidos por diferentes competências nem sempre fáceis de reunir em um conjunto coerente e eficaz.

  • Da mesma forma, como função, a Supply Chain é a mais transversal e interage com a maioria das demais áreas (Marketing, Comercial, Financeiro, Compras, P&D, RH): o sucesso da transformação da Supply Chain também depende da capacidade de fluidificar e coordenar essas interações durante a transformação e além dela.

  • Além disso, certas posições dentro da Supply Chain, do Diretor ao operador de armazém ou motorista de caminhão, são frequentemente realocadas, devido à pressão e/ou à natureza desgastante do trabalho: essa instabilidade de recursos é um obstáculo à execução das novas boas práticas, mesmo quando o plano é perfeito.

  • Por fim, identificar as mudanças relevantes a serem feitas — por vezes com o apoio de consultores para acelerar os diagnósticos — costuma ser a parte mais fácil. Mas garantir a boa apropriação das novas práticas e sua execução perfeita em grande escala é, de fato, o maior desafio.



Três armadilhas a evitar para o sucesso da transformação da sua supply chain


  • A ausência de objetivos explícitos de performance (econômica, ambiental) definidos pela Diretoria Executiva.

  • Ordens de mudança de cima para baixo, na esperança de que sejam suficientes para gerar o engajamento espontâneo de gestores e equipes na adaptação do que precisa ser adaptado, sem a definição de uma estrutura de projeto.

  • A exigência de sucesso e resultados sem prever os recursos adicionais ou pontuais, muitas vezes indispensáveis, para liberar tempo para aqueles capazes de conduzir e encarnar a mudança.



Que governança de supply chain acelera e garante o sucesso da transformação?


Segundo nossa experiência, cinco condições precisam estar reunidas para o sucesso desses projetos de transformação de Supply Chain:


  • Um Diretor ou Diretora de Supply Chain, membro do Comitê de Direção, que conduza a transformação destacando os "bons motivos para mudar" e "os riscos de não fazer nada";

  • Nomear um responsável pela performance de Supply Chain, que conecte as ambições econômicas aos indicadores de performance operacional (OTIF, custos e estoques de ponta a ponta) e ambiental (emissões de GEE, entre outros);

  • Gestores e membros das equipes de negócio que se envolvam primeiro com o "por que mudar, por que agora?" e, em seguida, com o "para que mudar?", garantindo boa adoção e, depois, boa implementação das novas práticas;

  • Um sistema de compromisso mútuo que deixe explícitos os direitos e deveres das entidades da Supply Chain e das demais funções com as quais ela interage;

  • Uma governança de projeto evolutiva, que amplie progressivamente o círculo de "agentes de mudança" e sustente essa dinâmica:

– Diagnóstico: alguns especialistas-chave, abertos à análise e ao questionamento;

– Projeção da futura Supply Chain: um segundo círculo de construtores criativos e audaciosos;

– Passagem à ação por meio de experimentações, seguida da implementação da execução correta: líderes de implementação à frente dos projetos-piloto.



Nota: este artigo foi adaptado a partir de conteúdo publicado originalmente pela Diagma, parceira europeia de joint venture da Massimo Consulting, em https://diagma.com/gouvernance-cle-de-reussite-pour-transformer-votre-supply-chain/.


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